
Foto: Correios/ Kárita Sena
Em meio a uma das piores crises financeiras da história da empresa, transportadoras ingressaram com ações judiciais cobrando cerca de R$ 104 milhões dos Correios por pagamentos atrasados. Ao menos 41 empresas já buscaram a Justiça Federal desde abril, alegando faturas não quitadas desde o início de 2025 .
O atraso nos repasses gerou um efeito dominó: várias transportadoras reduziram sua frota ou suspenderam serviços devido à falta de caixa, causando atrasos nas entregas em todo o país. Já foram protocolados processos com valores que variam entre R$ 80 mil e R$ 34 milhões por empresa, com média de aproximadamente R$ 2,5 milhões por processo.
Dos processos ajuizados pelas transportadoras:
A estatal admitiu que todos os fornecedores têm enfrentado atrasos nos pagamentos devido à crise fiscal. Apesar disso, afirmou que os serviços estão operando dentro do mínimo exigido nos contratos.
Entretanto, essa situação reduziu a capacidade de operação das transportadoras e prejudicou a logística das encomendas, gerando impacto direto aos consumidores.
No dia 4 de julho, o presidente dos Correios, Fabiano Silva, apresentou uma carta de demissão ao Palácio do Planalto em meio à crescente insatisfação com a gestão da crise interna. A decisão ainda aguarda confirmação formal. A instabilidade agrava ainda mais o cenário já delicado enfrentado pela empresa.
A situação evidencia um colapso financeiro na rede de logística subsidiada pelo governo, com graves reflexos no setor privado de transporte contratado. As transportadoras mantêm pressão judicial por meio de ações para recuperação dos valores atrasados, enquanto o governo busca alternativas para conter danos nos serviços públicos de entrega postal.
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