
Foto: Reprodução / Internet
A categoria D entra na conta dos motoristas profissionais, mas a queda mais clara entre caminhoneiros aparece nas categorias C e E.
A categoria D da CNH é importante no transporte, mas precisa ser entendida direito. Pela regra do Código de Trânsito Brasileiro, ela permite dirigir veículos de transporte de passageiros com mais de oito lugares, como ônibus, micro-ônibus e vans, além de abranger veículos das categorias B e C. Dessa maneira, ela entra no grupo dos motoristas profissionais, mas não é o melhor número sozinho para medir o interesse em ser caminhoneiro de estrada.
Para falar de caminhoneiro, as categorias mais ligadas ao transporte de carga são C e E. A categoria C é usada para veículos de carga acima de 3.500 kg, enquanto a E pega carretas e combinações mais pesadas. Segundo dados da Senatran analisados pelo ILOS, o Brasil tinha 5,6 milhões de condutores habilitados nas categorias C e E em 2015. Em 2025, esse número caiu para 4,4 milhões. Foi uma queda de 22% em dez anos.
Esse número aparece no pátio das empresas e na vida real da estrada. Tem caminhão pronto, carga esperando e transportadora com dificuldade para achar motorista. A rotina pesa muito: fila para carregar, espera para descarregar, frete apertado, custo alto, risco de roubo, noite mal dormida e muitos dias longe de casa. Quando menos gente renova ou busca habilitação pesada, o transporte sente rápido.
A CNH D está mais ligada ao transporte de passageiros, mas também mostra como o mercado de motorista profissional ficou menos atrativo. Ônibus, vans, fretamento, escolar também precisam de condutor preparado, exame em dia e rotina puxada. A Senatran mantém planilhas mensais com a quantidade de condutores por categoria, região, estado, sexo e idade, com atualização oficial na página do Registro Nacional de Condutores Habilitados.
O dado mais forte é claro: no transporte de carga, o número de habilitados nas categorias C e E caiu. Isso mostra que a profissão de caminhoneiro está perdendo força. Não é falta de caminhão. É falta de gente querendo encarar a estrada do jeito que ela é hoje. O caminhoneiro ainda segura boa parte do Brasil nas costas, mas a rotina de espera, pressão e pouco reconhecimento está afastando muita gente da boleia.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 17 de maio de 2026 07:40
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