Caminhoneiro

Salário do caminhoneiro subiu mais no governo Lula ou Bolsonaro?

Pesquisa compara dados de salário na estrada e mostra que o aumento aparece maior no recorte mais recente.

Uma pesquisa com dados disponíveis mostra que o salário do caminhoneiro subiu mais no recorte do governo Lula atual do que no período do governo Bolsonaro, mas é importante entender a conta sem puxar para lado político. No levantamento de 2019, feito com base em dados do CAGED e citado pelo portal Caminhões e Carretas, o motorista carreteiro ganhava em média R$ 1.912,02 por mês em regime CLT. Em 2022, no fim do governo Bolsonaro, reportagem do Brasil do Trecho apontava salário médio em torno de R$ 2.056,91, com base em relatórios do CAGED, eSocial e Empregador Web. Isso dá uma alta nominal de cerca de 7,5% no período.

No governo Lula, salário passou de R$ 2.286 para R$ 2.672

No recorte mais recente, a ANTT mostrou que o salário médio de admissão dos caminhoneiros era de R$ 2.286 em janeiro de 2023 e chegou a R$ 2.453 em junho de 2024. O próprio relatório da ANTT diz que, entre o primeiro semestre de 2023 e o primeiro semestre de 2024, a média salarial subiu 6,3%. Já o Portal Salário, com dados do CAGED entre abril de 2025 e março de 2026, aponta média nacional de R$ 2.672,52 para motorista de caminhão em jornada de 44 horas semanais.

Fazendo a conta simples, de R$ 2.286 para R$ 2.672,52, a alta nominal fica perto de 16,9%. Então, olhando só para os números encontrados e sem descontar inflação, o salário do caminhoneiro teve aumento maior no governo Lula atual. Mas isso não quer dizer que a vida na estrada ficou fácil. O caminhoneiro ainda enfrenta espera para carregar, fila para descarregar, diária apertada, custo alto fora de casa, risco na rodovia e muita hora longe da família.

A conta precisa ser vista com cuidado

Essa comparação não é perfeita porque as bases não são exatamente iguais em todos os anos. A ANTT explica que o relatório de 2024 usa dados da RAIS 2022 e do CAGED de janeiro de 2023 a junho de 2024, olhando caminhoneiros contratados por empresas, sem incluir o transportador autônomo com veículo próprio. Também explica que a RAIS pode incluir horas extras, comissões e gratificações, enquanto o CAGED acompanha o salário de forma mais direta.

Mesmo assim, para uma leitura simples, o resultado fica assim: no governo Bolsonaro, a alta nominal pesquisada foi de cerca de 7,5%; no governo Lula atual, usando o dado inicial de 2023 e a média nacional mais recente de 2026, a alta nominal fica perto de 16,9%. Para o motorista que vive do trecho, o ponto principal não é só quem teve número maior. O que pesa mesmo é se o salário acompanha o diesel, alimentação na estrada, manutenção, pedágio, tempo parado e o desgaste de passar dias longe de casa.

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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