
Foto: Reprodução / Internet
A Medida Provisória 1.343/2026, conhecida entre os transportadores como MP do Frete, entrou em uma fase decisiva e aumentou a tensão entre caminhoneiros autônomos, transportadoras e o setor produtivo. O texto foi criado para fortalecer a fiscalização do piso mínimo do frete, exigir o registro das operações de transporte e ampliar o controle sobre o pagamento dos fretes.
Nos últimos dias, representantes da categoria intensificaram a pressão sobre o Congresso Nacional. Lideranças de caminhoneiros passaram a convocar motoristas para acompanhar as discussões em Brasília, alegando que o projeto precisa ser votado rapidamente para evitar que a medida perca validade.
O deputado federal Zé Trovão, escolhido como relator da proposta, afirmou que buscou ouvir diferentes setores antes de apresentar o relatório final. A comissão responsável pela análise da medida foi instalada recentemente e o texto segue em negociação.
Enquanto os caminhoneiros defendem regras mais rígidas para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete, entidades ligadas ao agronegócio, à indústria e ao transporte de cargas demonstram preocupação com possíveis aumentos nos custos logísticos. O impasse tem dificultado o avanço das negociações e atrasado a votação da proposta.
Outro ponto que gera discussão envolve as multas aplicadas por descumprimento das regras do frete. Críticos da medida afirmam que o sistema criou um volume elevado de autuações, enquanto representantes dos autônomos argumentam que a fiscalização é necessária para impedir fretes abaixo dos valores mínimos estabelecidos pela legislação.
Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que os próximos dias serão decisivos. Caso não haja acordo entre governo, Congresso e representantes do setor, cresce a possibilidade de novas mobilizações em rodovias pelo país. Lideranças de caminhoneiros já sinalizam que podem organizar manifestações caso a pauta não avance.
Para muitos autônomos, a discussão vai além do valor do frete. A categoria afirma que a medida pode influenciar diretamente a renda dos motoristas, a concorrência entre empresas e as condições de trabalho nas estradas. Por isso, a expectativa é grande em torno da votação que deve definir o futuro da MP do Frete nas próximas semanas
Esta publicação foi modificada pela última vez em 16 de junho de 2026 10:28
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