
Foto: Ilustrativa / Caminhões parado - Internet
A dificuldade para encontrar motoristas se tornou um dos maiores desafios do setor de RH das transportadoras em várias regiões do Brasil. Empresas que não oferecem boas condições de trabalho, salários competitivos e estrutura adequada estão enfrentando problemas para manter caminhoneiros nas operações.
Muitos motoristas estão deixando empresas consideradas “ruins de praça”, principalmente aquelas que trabalham com excesso de cobrança, caminhões mal conservados, atrasos em pagamentos e baixa valorização profissional. Em alguns casos, as vagas ficam abertas durante meses sem conseguir contratação.
De acordo com levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o setor rodoviário enfrenta dificuldades crescentes na renovação da mão de obra. O envelhecimento dos caminhoneiros e a saída de profissionais da estrada aumentaram o problema nos últimos anos.
Já a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) aponta que a participação de motoristas mais jovens no transporte rodoviário continua baixa, principalmente por causa da rotina pesada da profissão.
Caminhoneiros relatam que hoje muitos preferem trabalhar agregados, autônomos ou em empresas menores que oferecem mais flexibilidade e melhor tratamento ou até realizar empreendimentos. Outro ponto que pesa é a condição do caminhão. Empresas que mantêm veículos antigos, sem manutenção adequada ou sem conforto acabam perdendo profissionais para concorrentes.
O aumento do custo de vida também vem pressionando o setor. Com diesel caro, alimentação nas estradas mais alta e despesas aumentando, muitos motoristas afirmam que não aceitam mais rodar por valores considerados baixos.
Além disso, empresas que oferecem alojamentos ruins, longas esperas para carga e descarga e pouca assistência ao motorista acabam ficando mal vistas entre os profissionais da estrada. Em grupos de caminhoneiros, muitos trocam informações sobre quais transportadoras pagam corretamente e quais evitam contratar.
A falta de mão de obra qualificada já afeta parte das operações logísticas no país. Algumas transportadoras precisaram reduzir frota ativa por não conseguir completar o quadro de motoristas.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 15 de maio de 2026 20:58
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