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Ônibus Scania ficaram mais raros e a mudança revela uma virada no mercado

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Ônibus Scania ficaram mais raros e a mudança revela uma virada no mercado

Os ônibus Scania já foram presença muito mais comum em garagens, linhas urbanas, viagens e operações de fretamento no Brasil. Por muitos anos, a marca sueca construiu fama de robustez, força e conforto, principalmente em chassis pesados e modelos rodoviários. Só que, com o passar do tempo, a presença da Scania no volume geral de ônibus caiu bastante, enquanto outras marcas ganharam mais espaço nas compras de frotas.

A mudança não aconteceu por um único motivo. O mercado brasileiro de ônibus ficou mais apertado, mais sensível a preço e muito dependente de renovação de frota por custo. Nesse cenário, Mercedes-Benz e Volkswagen passaram a dominar grande parte das vendas, principalmente com chassis voltados para uso urbano, escolar, fretamento simples e linhas de maior escala. A Mercedes, por exemplo, consolidou uma presença enorme com a linha OF, muito usada por empresas que buscam manutenção conhecida, ampla rede de peças e valor de compra mais competitivo.

A Scania, por outro lado, manteve uma imagem mais ligada a ônibus de maior porte, motor traseiro, aplicações rodoviárias, operações premium e projetos que exigem mais desempenho. Isso ajuda a explicar por que a marca continua valorizada, mas aparece menos no dia a dia de quem olha apenas para o volume total de veículos emplacados. Em 2025, o Brasil registrou 28.844 ônibus emplacados, com a Scania ficando em quinto lugar no ranking, com 866 unidades e 3% de participação.

Outro ponto importante está na própria crise do transporte coletivo. O ônibus urbano perdeu passageiros ao longo dos últimos anos, o que reduziu a força de compra de várias empresas. Com menos gente usando o serviço em muitas cidades, a renovação de frota passou a ser feita com mais cautela. Juros altos, combustível caro, custo de manutenção e exigências ambientais também pesaram nas decisões das operadoras.

Agora, a Scania tenta reforçar sua presença em uma nova fase. A marca já trabalha com chassis urbanos, rodoviários, soluções a gás, biometano e ônibus elétrico. O K 230E B4x2LB, primeiro ônibus 100% elétrico da Scania no Brasil, chegou com autonomia estimada entre 250 e 300 km e foco no uso urbano.

Os ônibus Scania não acabaram. Eles apenas deixaram de ser tão comuns no mercado de grande volume e passaram a ocupar mais espaço em projetos específicos, operações rodoviárias, frotas de maior padrão e novas tecnologias de transporte.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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