Agronegócio

Picanha prometida perde força e carne bovina perde espaço no prato brasileiro

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Picanha prometida perde força e carne bovina perde espaço no prato brasileiro

A carne bovina voltou a perder espaço na mesa do brasileiro em 2025, mesmo depois de a picanha ter virado símbolo político na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. O dado não mostra uma queda simples desde 2022, mas revela uma virada importante: depois de dois anos de recuperação, a oferta interna da proteína voltou a encolher.

A Conab projetou que a disponibilidade per capita da carne bovina cairia de 35 kg por habitante em 2024 para 31,9 kg em 2025. Isso indica menos carne disponível por pessoa no mercado brasileiro, ainda que o país siga produzindo muito e mantendo força no comércio exterior.

Esse movimento ajuda a explicar por que a sensação no açougue nem sempre acompanha o discurso político. Em 2024, o Brasil viveu um ano forte de abates, com produção recorde e maior presença de carne no mercado. Só que esse ciclo não se repete do mesmo jeito em 2025, porque criadores passaram a reter mais fêmeas para recompor o rebanho.

A exportação também pesa nessa conta. A carne brasileira continua valorizada fora do país, com China, Estados Unidos e outros mercados comprando volumes altos. Quando uma parte maior da produção segue para fora, sobra menos margem para aliviar o preço ao consumidor daqui.

O ponto central é que a promessa da picanha não depende apenas de vontade política. O preço final passa por oferta de gado, dólar, exportações, renda das famílias, custo de produção e concorrência com frango e carne suína. Em 2025, essas duas proteínas ganharam força justamente por serem alternativas mais acessíveis para muita gente.

O recorte histórico muda a leitura. Em 2022, a carne bovina já vinha de um período difícil para o bolso das famílias, com consumo per capita em patamar baixo. Em 2023 e 2024, houve recuperação, puxada por maior abate, queda de preços em parte do período e melhora da renda. A queda prevista para 2025, portanto, não apaga a recuperação anterior, mas mostra que ela perdeu força rapidamente.

Para o agro, o cenário também é de ajuste. O produtor olha para o ciclo do boi, para o valor da arroba e para a demanda externa antes de ampliar a oferta. Para o consumidor, o impacto aparece na escolha do corte, na redução da quantidade comprada e na troca por opções mais baratas no mercado.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.