Carne bovina sai do prato diário e brasileiros recorrem a opções mais baratas

A carne bovina ainda faz parte da tradição alimentar do Brasil, mas vem ocupando menos espaço nas compras do mês. O consumidor compara preços e tenta manter o arroz, o feijão e alguma proteína no prato sem comprometer boa parte do orçamento.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento mostram que a disponibilidade de carne bovina por habitante foi estimada em 31,9 quilos em 2025, contra 35,5 quilos no ano anterior. A redução projetada foi de 10,1%, enquanto a oferta de frango destinada ao mercado interno apresentou crescimento.
Esse movimento também está ligado ao desempenho da pecuária. A produção brasileira de carne bovina teve previsão de recuo em 2025, ao mesmo tempo em que as exportações continuaram avançando. Com menos produto disponível no mercado interno, os preços passaram a ter ainda mais influência na escolha das famílias.
A diferença também apareceu nos dados de inflação. Em abril de 2026, o grupo das carnes registrou alta, enquanto aves e ovos apresentaram redução. O frango em pedaços ficou mais barato naquele período, tornando-se uma opção mais acessível para refeições do dia a dia.
Na prática, peito, coxa, sobrecoxa e ovos aparecem com mais frequência no carrinho. São produtos que rendem diferentes receitas e permitem que a família varie o cardápio gastando menos.
A carne suína também ganhou espaço nessa troca. Cortes como pernil, lombo e bisteca costumam aparecer em promoções e, dependendo da região, custam menos do que vários cortes bovinos. O preço competitivo ajuda o produto a entrar com mais frequência nas refeições.
O ovo virou outra alternativa importante por ter preparo rápido, bom rendimento e custo menor. A produção nacional vem acompanhando essa procura, com aumento do consumo médio por habitante nos últimos anos.
A mudança não significa que o brasileiro deixou de consumir carne bovina. O bife passou a ser comprado com mais planejamento, muitas vezes reservado para poucos dias da semana, datas específicas ou períodos de promoção.
No restante do mês, frango, carne suína, ovos e receitas à base de feijão ocupam o espaço. Supermercados ampliam as ofertas de proteínas mais acessíveis, enquanto o consumidor monta um cardápio guiado pelo preço encontrado na prateleira.
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