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Ônibus

Falta de motoristas faz empresas de ônibus buscar solução dentro da garagem

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Falta de motoristas faz empresas de ônibus buscar solução dentro da garagem
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A dificuldade para encontrar motoristas de ônibus está mudando a contratação nas empresas. Em vez de esperar um profissional pronto, algumas viações passaram a treinar funcionários da própria garagem e abrir espaço para candidatos habilitados, mas sem experiência.

Dados da Confederação Nacional do Transporte mostram que 53,4% das empresas de transporte urbano relatam falta de motoristas. No setor interestadual, o déficit chega perto de 30%. Mais de 60 mil profissionais estão trabalhando, mas seriam necessários quase 86 mil para atender a procura das empresas.

Para evitar que os trabalhadores deixem o setor, salário, escala, alimentação, plano de saúde e chance de crescimento começaram a pesar mais. Acordos registrados no Ministério do Trabalho em 2025 e 2026 mostram reajustes, vale-alimentação e assistência médica entre os benefícios oferecidos aos motoristas.

A Viação Pássaro Verde, de Minas Gerais, informou que promoveu 35 funcionários no segundo semestre de 2025. O número representa 8% de todo o quadro da empresa. A ideia é preparar quem já conhece a rotina da garagem para ocupar novas funções, incluindo vagas operacionais.

No ABC Paulista, a Suzantur criou com o SEST SENAT um programa para pessoas com CNH D ou E e curso de transporte coletivo, mas que ainda não conseguiram emprego por falta de experiência. Os participantes recebem treinamento antes de assumir o volante de um ônibus urbano.

O SEST SENAT também ampliou o programa Mais Motoristas, que paga despesas da mudança de categoria da CNH e oferece capacitação profissional. A medida atende pessoas que desejam trabalhar no transporte, mas não conseguem bancar habilitação, exames e aulas práticas.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.