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Inadimplência do Banco do Brasil sobe a 5,61% e cartões acendem alerta no 2º trimestre

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Inadimplência do Banco do Brasil sobe a 5,61% e cartões acendem alerta no 2º trimestre
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O Banco do Brasil divulgou os números do segundo trimestre de 2026 com lucro maior, mas um dado acabou roubando boa parte da atenção do mercado: a inadimplência voltou a subir.

O índice de operações com atraso superior a 90 dias chegou a 5,61% em junho. Um ano antes, esse número estava em 3,96%. No primeiro trimestre de 2026, havia ficado em 5,05%. Ou seja, a piora continuou mesmo na comparação com os três primeiros meses do ano.

O problema ficou ainda mais evidente na carteira de pessoas físicas. A inadimplência acima de 90 dias nesse grupo passou de 6,8% para 8,4% entre o primeiro e o segundo trimestre.

Os cartões de crédito foram um dos pontos que mais pesaram nessa leitura. Segundo análise citada pelo InfoMoney após a divulgação do balanço, os atrasos acima de 90 dias nessa carteira chegaram a 14,6%. A formação de novos créditos problemáticos entre pessoas físicas também avançou durante o período.

Apesar dessa piora, o resultado do Banco do Brasil não foi ruim em todas as linhas.

O banco registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 13,9% contra o primeiro trimestre de 2026 e alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A carteira de crédito expandida ultrapassou R$ 1,3 trilhão.

A margem financeira bruta chegou a R$ 27,5 bilhões, enquanto o custo do crédito ficou próximo de R$ 18,5 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, esse custo avançou cerca de 16%.

A reação da Bolsa mostrou que o lucro acima das expectativas não foi suficiente para apagar as dúvidas sobre a qualidade da carteira. No pregão seguinte à divulgação, em 13 de agosto, as ações BBAS3 fecharam em queda de 4,16%, a R$ 18,21, após analistas destacarem principalmente o avanço da inadimplência e a pressão sobre os índices de capital.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.