PRF descarrega milho e acha meia tonelada de maconha escondida no tanque

Uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal terminou com a apreensão de 581 quilos de maconha escondidos no tanque de combustível de uma carreta na BR-282, em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina.
A abordagem aconteceu na terça-feira, 28 de julho. O veículo transportava uma carga de milho e era conduzido por um motorista paraguaio de 39 anos.
Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, o condutor disse que não compreendia português e não respondeu às perguntas sobre o ponto de partida e o destino da viagem.
A dificuldade de comunicação, sozinha, não indica a prática de crime. Durante a fiscalização, porém, os policiais decidiram realizar uma verificação mais detalhada no conjunto.
Cão Camaro indicou o tanque da carreta
O Grupo de Operações com Cães da PRF foi chamado para auxiliar na inspeção. Durante o trabalho, o cão farejador K9 Camaro indicou a possível presença de material ilícito na região do tanque de combustível.
A PRF mantém grupos especializados que utilizam cães treinados na busca por drogas, armas e outros materiais escondidos em veículos, cargas e bagagens.
Para chegar ao tanque e realizar uma inspeção completa, foi necessário retirar toda a carga de milho transportada pela carreta.
Compartimentos estavam escondidos no tanque
Com o apoio do Corpo de Bombeiros e o uso de máquinas, as equipes localizaram compartimentos preparados dentro do tanque.
No interior da estrutura havia diversos pacotes de maconha. Depois da retirada e da pesagem, o carregamento chegou a 581 quilos.
O tanque teria sido modificado para esconder a droga sem deixá-la visível em uma fiscalização comum. O veículo ainda conseguia transportar normalmente a carga de milho, usada na tentativa de disfarçar a operação.
Casos semelhantes exigem a desmontagem ou o corte de partes do tanque para que todo o material seja retirado.
Motorista foi levado para a Polícia Federal
O motorista foi preso e encaminhado com a carreta e a droga para a Polícia Federal em Chapecó.
Segundo o material divulgado, ele continuou afirmando que não entendia português e não informou onde recebeu o veículo ou em qual cidade faria a entrega.
A origem da maconha, o destino final e a possível participação de outras pessoas deverão ser analisados durante a investigação. O fato de o motorista ser estrangeiro também pode exigir a presença de intérprete durante o depoimento e os procedimentos policiais.
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