Compra do mês pesa no bolso e brasileiros sentem preço alto nos supermercados
Ir ao supermercado para fazer a compra do mês continua sendo uma conta pesada para muitas famílias brasileiras. Mesmo quando alguns produtos ficam mais baratos, basta encher o carrinho com alimentos, produtos de limpeza e itens de higiene para o valor no caixa subir rapidamente.
Os números ajudam a mostrar esse peso. Em setembro, o IPCA, inflação oficial medida pelo IBGE, subiu 0,82%. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada chegou a 4,58%.
A cesta básica também mostra como a alimentação ocupa uma parte grande do orçamento. Em agosto, mesmo com queda de preço em 25 capitais, São Paulo ainda tinha a cesta mais cara entre as cidades pesquisadas, custando R$ 900,59. Rio de Janeiro aparecia com R$ 851,19 e Florianópolis com R$ 850,90.
Quando a comparação é feita com agosto do ano anterior, a cesta básica estava mais cara em 25 das 27 capitais analisadas pelo Dieese e pela Conab. Goiânia teve aumento de 7,51%, Cuiabá de 6,42% e Vitória de 6,26%.
Na prática, o gasto da família vai muito além da cesta usada nesses levantamentos. A compra mensal costuma incluir carne, arroz, feijão, leite, café, óleo, frutas, verduras, produtos de limpeza, papel higiênico, sabonete e outros itens que não podem simplesmente desaparecer do carrinho.
Para quem recebe um ou dois salários mínimos, uma ida maior ao supermercado pode comprometer boa parte do dinheiro disponível antes mesmo de entrar na conta aluguel, energia elétrica, água, gás, transporte e medicamentos. É por isso que pesquisar preços, trocar marcas e reduzir a quantidade de alguns produtos virou parte da rotina de muitos consumidores.
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