Falta de motoristas de ônibus aumenta e empresas já têm dificuldade para preencher vagas

A falta de motoristas de ônibus está ficando mais pesada para empresas de transporte em várias partes do Brasil. Há vagas abertas, mas conseguir profissionais preparados para assumir o volante não está sendo simples.
No transporte rodoviário interestadual, os números mostram bem o tamanho do problema. Dados apresentados pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) apontam que pouco mais de 60 mil motoristas trabalham atualmente no segmento. A necessidade das empresas estaria perto de 86 mil profissionais.
Isso representa uma diferença próxima de 26 mil motoristas, ou um déficit de aproximadamente 30%.
Nas empresas de transporte urbano a dificuldade também aparece. Dados usados pelo setor indicam que 53,4% das empresas consultadas relataram escassez de motoristas. No transporte intermunicipal, 66,2% apontaram a falta desses profissionais como uma das principais carências.
Parte do problema está na dificuldade para renovar a profissão. Motoristas mais antigos estão deixando o volante, enquanto nem sempre aparece gente suficiente para ocupar essas vagas.
A rotina também pesa nessa decisão. Trânsito pesado, cobrança por horários, responsabilidade pelos passageiros, escalas de trabalho e desgaste físico fazem parte do dia a dia.
Algumas empresas passaram a tentar resolver isso dentro da própria garagem. Há casos de programas para preparar funcionários que já possuem CNH D ou E, além de parcerias com o SEST SENAT para colocar novos profissionais no transporte de passageiros.
No setor interestadual, a diferença entre a quantidade de profissionais disponíveis e o número considerado necessário pelas empresas mostra que o problema já deixou de ser apenas dificuldade pontual de contratação.
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