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Ônibus

Motoristas estão largando o volante e empresas de ônibus já sentem a falta

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Motoristas estão largando o volante e empresas de ônibus já sentem a falta
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A falta de motoristas de ônibus está apertando empresas de transporte em várias partes do Brasil. Há vagas abertas, mas encontrar profissionais dispostos e preparados para assumir o volante virou uma tarefa cada vez mais difícil.

No transporte rodoviário interestadual, o déficit chega perto de 30%. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) apontam pouco mais de 60 mil motoristas trabalhando no segmento, enquanto a necessidade seria de quase 86 mil profissionais.

O problema também aparece no transporte intermunicipal. Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada em 2025, mostrou que 66,2% dos empresários consultados apontaram a falta de motoristas como a principal carência do setor. O levantamento relaciona o problema à baixa atratividade da profissão e à dificuldade para encontrar trabalhadores com experiência e treinamento.

Na prática, pesa uma mistura conhecida de quem vive atrás do volante: trânsito pesado, cobrança por horário, responsabilidade por dezenas de passageiros, escalas puxadas e desgaste físico. Ao mesmo tempo, parte dos profissionais mais antigos está saindo e a reposição não acontece na mesma velocidade.

A dificuldade fica clara nas próprias ofertas de emprego. Em agosto de 2025, por exemplo, o Cate, da Prefeitura de São Paulo, anunciou vagas para motorista de ônibus urbano com salários chegando a R$ 4.827. Em Uberlândia, outro processo chegou a oferecer 20 vagas de uma vez para motoristas com CNH D ou E e curso de transporte de passageiros.

Com menos gente interessada em seguir na profissão, empresas passaram a investir em formação de novos condutores e contratação de trabalhadores que já possuem habilitação adequada, mas ainda não têm experiência no transporte coletivo. O desafio agora é fazer o motorista querer entrar e, principalmente, continuar no banco da frente.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.