Por que empresas de ônibus evitam fazer seguro da própria frota?
O custo para manter dezenas ou até centenas de ônibus rodando ajuda a explicar por que algumas empresas de transporte deixam de contratar seguro para proteger toda a frota. O valor da apólice pode pesar nas contas, principalmente quando a empresa trabalha com margens apertadas e precisa arcar com combustível, salários, pneus e manutenção.
Outro fator é o preço dos próprios veículos. Um ônibus novo pode custar centenas de milhares de reais, e um acidente grave pode provocar um prejuízo alto. Dependendo das condições oferecidas pela seguradora, a empresa pode considerar mais vantajoso assumir parte dos riscos do que pagar um seguro que cubra todos os veículos contra colisões, incêndios e roubos.
A contratação também depende do perfil da operação, da idade dos ônibus, do histórico de acidentes e das coberturas disponíveis. Franquias elevadas e restrições contratuais podem pesar na decisão. Isso não significa, porém, que todas as empresas trabalhem sem proteção ou que a falta de seguro seja uma escolha comum em todo o setor.
Existe ainda uma diferença importante: não ter seguro contra danos à própria frota não é o mesmo que circular sem o seguro exigido para proteger os passageiros. A ANTT informa que empresas de transporte rodoviário interestadual e internacional devem manter Seguro de Responsabilidade Civil para cobrir danos aos passageiros durante a viagem.
A situação muda conforme o tipo de serviço prestado e as regras aplicáveis. Por isso, quando um ônibus se envolve em um acidente, a existência de seguro para indenizar passageiros não significa, necessariamente, que os danos ao próprio veículo também estejam cobertos.
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