Caminhoneiros vão a Brasília defender piso mínimo e evitar greve na estrada

Categoria quer pressionar o Congresso para manter regras mais duras contra pagamento abaixo da tabela.
Motoristas querem regra mais firme para não rodar no prejuízo
Depois da ameaça de paralisação, lideranças de caminhoneiros começaram a se organizar para ir a Brasília e defender a medida provisória que aperta a fiscalização sobre o piso mínimo. A preocupação da categoria é que o texto perca força no Congresso e deixe brecha para empresas continuarem pagando abaixo da tabela. A notícia foi publicada em 19 de maio de 2026 e mostra que o assunto ainda mexe direto com quem vive de carga e estrada.
Na prática, o motorista olha para o diesel, pneu, manutenção, pedágio, comida fora de casa e percebe que qualquer valor mal pago vira prejuízo no fim da viagem. Por isso, a briga não é só política. É rotina de quem espera carga, pega fila, roda longe da família e precisa fechar a conta no fim do mês.
Um dos pontos mais importantes da proposta é o uso do CIOT, código que registra a operação de transporte. A ANTT informa que a nova regra passa a bloquear operações abaixo do piso antes mesmo de elas acontecerem, deixando o controle mais automático e ligado ao sistema.
Representantes da categoria também querem punição mais pesada para quem descumprir a regra. Segundo a reportagem, há receio de que mudanças no Congresso enfraqueçam os controles de pagamento e as sanções contra empresas. Para o autônomo, isso pesa muito, porque frete baixo não paga a vida na estrada e ainda empurra muita gente para aceitar viagem no aperto.
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