Psicóloga troca consultório por ônibus e realiza sonho inspirado no pai

Uma escolha fora do comum mudou a vida de Giane, uma mulher de 31 anos que deixou a formação em Psicologia para trabalhar como motorista de ônibus. A decisão nasceu de uma admiração antiga pelo pai, que também dirigia coletivo e acabou virando sua maior inspiração profissional.
Antes de assumir o volante, Giane completou os cinco anos da faculdade de Psicologia. Durante esse período, ela costumava pegar o ônibus dirigido pelo pai no caminho para estudar. A cena simples do dia a dia foi ganhando outro sentido. Ver o pai trabalhando, conduzindo passageiros e dominando a rotina da linha fez nascer nela o desejo de seguir o mesmo caminho.
A mudança não foi apenas uma troca de emprego. Giane saiu de uma área ligada ao atendimento em consultório para entrar em uma rotina marcada por horários, trânsito, responsabilidade com passageiros e atenção constante. Há cerca de 10 anos, ela trabalha como motorista de ônibus e afirma gostar do que faz.
No começo, a presença de uma mulher ao volante causou estranhamento em alguns passageiros. Segundo o relato mostrado na reportagem, houve quem não quisesse embarcar ao perceber que o ônibus seria conduzido por ela. Também apareceram comentários preconceituosos sobre mulher dirigindo veículos grandes.
Com o tempo, a motorista mostrou segurança no trabalho e conquistou respeito. Além de conduzir o ônibus, ela também lida com cobrança, troco e atendimento direto ao público durante a viagem. A rotina exige paciência, atenção e jogo de cintura para lidar com diferentes situações dentro do coletivo.
Colegas de profissão elogiam o jeito tranquilo de Giane ao dirigir. Passageiros também destacam a condução suave, o cuidado e a simpatia durante o trajeto. A rotina começa cedo, com dias em que ela já está no trabalho ainda de madrugada.
A admiração do pai também aparece na história. Ele reconhece a dedicação da filha e demonstra orgulho pela escolha dela. Para Giane, dirigir ônibus deixou de ser apenas uma profissão inspirada pela família e virou uma realização pessoal.
A trajetória mostra como o volante de um ônibus pode representar mais do que trabalho. No caso dela, virou caminho de identidade, independência e prazer em acordar para fazer aquilo que escolheu.
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