Agronegócio

Boi gordo perde força e trava disputa por preço no campo

2 minutos de leitura
Boi gordo perde força e trava disputa por preço no campo

O mercado do boi gordo começou a semana com menos ritmo e disputa forte entre pecuaristas e frigoríficos. Em algumas praças, a arroba perdeu força porque compradores reduziram as ofertas, enquanto vendedores evitaram fechar negócio nos valores mais baixos.

Em Goiânia, a pressão foi mais visível. A arroba teve recuo entre R$ 5 e R$ 10 em parte das negociações, reflexo de um mercado com pouca fluidez e compradores testando preços menores. A baixa não significa uma virada geral no setor, mas mostra que a indústria está mais seletiva na hora de comprar animais para abate.

Em São Paulo, o cenário ficou mais estável, embora com pouca movimentação. A arroba girou na faixa de R$ 340 a R$ 345, com alguns negócios pontuais acima disso. As escalas de abate seguem próximas de uma semana, o que dá algum conforto aos frigoríficos e reduz a pressa por novas compras.

No norte de Minas Gerais, a arroba ficou entre R$ 315 e R$ 320. A oferta e a demanda seguem mais curtas, com frigoríficos controlando estoques e evitando alongar compras em um momento de consumo doméstico menos aquecido.

O ponto central do mercado agora está na queda de braço. O pecuarista tenta segurar o boi terminado para não vender abaixo da referência esperada, enquanto a indústria trabalha com cautela por causa da saída mais lenta da carne no mercado interno. Com isso, os negócios acabam ficando limitados a pequenos lotes.

As exportações seguem ajudando a dar suporte ao setor. O Brasil embarcou 297 mil toneladas de carne bovina em maio, volume acima do registrado no mesmo mês do ano passado. A China continua como destino importante, mas o mercado também observa com atenção os efeitos das cotas e tarifas sobre os embarques ao longo de 2026.

Mesmo com pressão em algumas regiões, a oferta de animais prontos para abate ainda não aparece folgada em todo o país. Essa combinação entre venda travada no campo, compra mais cautelosa dos frigoríficos e exportação forte mantém a arroba sem direção única.

Para os próximos dias, o mercado deve seguir regionalizado. Praças com escalas mais confortáveis podem sentir novas tentativas de queda, enquanto regiões com oferta mais curta tendem a segurar melhor os preços.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

Deixe seu comentario