Carne bovina mais cara muda o prato e faz frango e porco avançarem no Brasil

O preço mais alto da carne bovina está mudando as compras das famílias brasileiras. Para manter alguma proteína nas refeições sem aumentar demais os gastos, parte dos consumidores passou a levar mais frango e carne suína para casa. Esse movimento aparece nos dados de consumo registrados no país durante 2025.
A Associação Brasileira de Proteína Animal estima que o consumo de carne de frango tenha passado de 45,5 quilos por habitante em 2024 para 46,8 quilos em 2025. O crescimento foi de 2,8%, representando aproximadamente 1,3 quilo a mais por brasileiro durante o ano. Para 2026, a projeção indica novo avanço, chegando a 47,3 quilos por pessoa.
A carne suína também ganhou presença na alimentação. O consumo por habitante subiu de 18,6 quilos em 2024 para 19 quilos em 2025, uma alta de 2,3%. A previsão para 2026 é de 19,5 quilos por brasileiro, mantendo a trajetória de crescimento observada nos últimos anos.
A diferença de preço ajuda a explicar essa mudança. Relatório da Companhia Nacional de Abastecimento apontou que o frango continuava sendo a proteína animal mais acessível para o consumidor. O órgão também registrou que a competitividade do produto diante da carne bovina manteve o mercado interno aquecido ao longo de 2025.
No caso da carne suína, a Conab identificou cenário parecido. Os preços competitivos em comparação com a carne bovina favoreceram as vendas internas, embora o produto enfrente forte concorrência do próprio frango, normalmente encontrado por valores menores nos supermercados.
A oferta disponível no mercado nacional acompanhou esse aumento. A ABPA projetou crescimento de 3,1% na disponibilidade interna de frango em 2025, chegando perto de 10 milhões de toneladas. Para a carne suína, o volume destinado ao mercado brasileiro avançou cerca de 2,7%, alcançando aproximadamente 4,06 milhões de toneladas.
O consumidor continua comprando carne bovina, mas passou a alternar mais as proteínas durante a semana. Cortes de frango, linguiça, pernil e bisteca ganharam espaço principalmente entre famílias que precisam controlar o orçamento sem retirar a carne das refeições.
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