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Em meio à alta dos alimentos, refeição de R$ 1 chega a 145 mil pratos por dia

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Em meio à alta dos alimentos, refeição de R$ 1 chega a 145 mil pratos por dia

A alta dos alimentos está fazendo a refeição de R$ 1 ganhar ainda mais importância no orçamento de quem precisa comer fora de casa. Em São Paulo, o programa Bom Prato atende diariamente trabalhadores, idosos, desempregados e famílias que encontram nos restaurantes populares uma alternativa para manter uma alimentação completa sem comprometer boa parte da renda.

O movimento acontece em um período de nova pressão sobre os preços. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o IPCA avançou 0,58% em maio de 2026. O grupo Alimentação e bebidas subiu 1,33% no mês e respondeu por metade da inflação registrada. Dentro de casa, os alimentos ficaram 1,65% mais caros, com altas fortes da batata, do tomate, da cebola e das carnes.

Nesse cenário, pagar apenas R$ 1 por almoço ou jantar cria uma diferença enorme no fim do mês. O café da manhã custa R$ 0,50. A refeição normalmente inclui arroz, feijão, acompanhamento, salada, proteína e fruta. O acesso não exige apresentação de documentos, o que facilita o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade e também de quem está passando por uma dificuldade financeira temporária.

Os números mostram o tamanho da procura. Em novembro de 2025, a rede servia cerca de 145 mil refeições por dia. Ao longo daquele ano, foram distribuídos mais de 30 milhões de pratos. Em março de 2026, o programa contava com 71 unidades fixas, quatro refeitórios e 45 caminhões, atendendo 125 localidades em 42 municípios.

A expansão fez o atendimento alcançar aproximadamente 3,2 milhões de refeições por mês. A estrutura móvel passou a levar comida subsidiada a regiões onde o deslocamento até um restaurante fixo seria caro ou demorado, ampliando o alcance do serviço público.

O valor pago pelo consumidor continua congelado há 25 anos. Para manter o preço simbólico, o Estado cobre a maior parte da despesa. Em 2025, o subsídio para cada almoço ou jantar passou a R$ 8,80, enquanto o cliente permaneceu pagando R$ 1. O custeio foi reajustado para acompanhar a inflação e evitar redução na qualidade ou na quantidade de comida servida.

A grande demanda também explica a ampliação dos pontos móveis e dos refeitórios em bairros distantes das unidades tradicionais. Para quem compra almoço todos os dias, a economia pode superar centenas de reais por mês quando comparada aos preços encontrados em restaurantes comerciais.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.