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Caminhoneiro

Ex-caminhoneiro troca longas viagens por banca de pães sem atendente no Espírito Santo

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Depois de 30 anos viajando de caminhão pelo Brasil, Telmo Miranda, de 53 anos, decidiu deixar as longas viagens e construir uma rotina diferente em Montanha, no Norte do Espírito Santo.

Hoje ele trabalha como motorista do Samu e encontrou outra maneira de complementar a renda: uma banca de pães, bolos e produtos artesanais que funciona sem vendedor.

O modelo é simples. Os produtos ficam disponíveis em uma praça no Centro da cidade, o próprio cliente escolhe o que deseja levar e realiza o pagamento sem que alguém precise permanecer no local fazendo as vendas.

A ideia nasceu justamente durante os anos em que Telmo trabalhava como caminhoneiro.

Nas viagens pelo país, ele encontrou bancas às margens de rodovias que funcionavam com base na confiança. Os motoristas e demais clientes pegavam os produtos e deixavam o pagamento no próprio local.

Mesmo depois de abandonar a rotina das estradas, aquela experiência ficou na memória.

Telmo decidiu então testar o formato na cidade onde vive. A primeira banca foi montada no sábado, 22 de agosto, ainda de maneira experimental.

O resultado foi melhor do que ele esperava.

“Fiz um teste no sábado passado, de forma bem simples, e bombou. Deu super certo e o dinheiro estava todo lá”, contou Telmo ao jornal A Gazeta.

Além de os clientes terem pago corretamente pelos produtos, tudo o que estava disponível foi vendido.

No mesmo dia, Telmo publicou um vídeo nas redes sociais mostrando como funcionava a banca. A gravação ultrapassou 102 mil visualizações, segundo informações divulgadas pela reportagem.

Com a boa resposta dos moradores, ele decidiu manter o projeto.

Mudança também permitiu ficar mais perto da família

A saída das longas viagens não representou apenas uma mudança profissional.

Depois de três décadas percorrendo diferentes regiões do Brasil, Telmo buscava uma rotina que permitisse passar mais tempo perto da família.

O trabalho como motorista do Samu permitiu continuar dirigindo, mas sem os longos períodos fora de casa comuns no transporte rodoviário de cargas.

A pequena banca passou então a funcionar como uma renda complementar.

A história também mostra como uma experiência conhecida durante anos de estrada acabou virando uma nova atividade depois que Telmo deixou de trabalhar como caminhoneiro de longa distância.

Em vez de vendedor, caixa ou sistema complexo de atendimento, a estrutura depende de algo bastante simples: o cliente pegar o produto e pagar corretamente pelo que levou.

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Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.