
Foto: Reprodução / ANTT
O setor de transporte rodoviário de cargas fracionadas no Brasil enfrenta um ambiente de pressão sobre os custos operacionais em 2026 em meio a mudanças estruturais e desafios no mercado logístico, segundo análise de especialistas do segmento.
Em comentário divulgado nesta semana, AliceAna Paiva, diretora comercial da empresa Tragetta — especializada em transporte de cargas fracionadas no modelo B2B — destacou que o segmento tem observado um crescimento seletivo da demanda, mas que o foco da operação em 2026 está voltado para os custos envolvidos nas atividades.
De acordo com a executiva, a inflação no setor de transportes tem superado a inflação geral, com reajustes em itens como mão de obra, que vem apresentando aumentos na casa dos 7%, além de novas exigências de investimentos em tecnologia e segurança cibernética.
A análise da diretora ressalta que as empresas que atuam com contratos regulares de clientes estão adotando mecanismos internos de previsão de demanda para evitar rupturas em serviço. A Tragetta informou que controla rigorosamente a expansão de operações para manter níveis de serviço acordados, chegando a recusar demandas que não possam ser absorvidas sem prejuízo à qualidade do atendimento.
O aumento dos custos de mão de obra reflete, entre outros fatores, a remuneração da folha de pagamento prevista para 2026, que deve apresentar reajustes entre 5% e 10% em comparação ao ano anterior, conforme mencionado pela executiva.
Ainda segundo o relato, com a intensificação das pressões sobre os custos, a tecnologia tem sido utilizada como elemento de governança operacional. A empresa citou o uso de sistemas de roteirização e algoritmos preditivos para otimizar rotas e auxiliar no planejamento logístico, especialmente em processos que envolvem grandes volumes de entregas fracionadas.
A análise do cenário de custos no setor de cargas fracionadas ocorre em meio a uma tendência de expansão da demanda por transporte nessa modalidade, impulsionada pelo crescimento do comércio eletrônico e pela complexidade das cadeias de suprimento, que têm exigido entregas em vários pontos com menor volume por destino.
Dependendo da gerenciadora de risco e do tipo de apólice, alguns perfis de caminhoneiros podem não ser aceitos, em especial…
A caminhoneira Aline mostrou na prática o que muitos motoristas estão passando: dias parados sem conseguir frete. Segundo ela, já…
A falta de motorista está virando um problema sério no transporte rodoviário. Em várias regiões do Brasil, transportadoras já estão…
Uma viagem que era para ser tranquila virou dor de cabeça para motorista e passageiros no meio da estrada. Um…
Trabalhar com ônibus parece bonito por fora, mas a realidade é bem diferente. Um desabafo que circula entre profissionais do…
Muita gente que vive na estrada já percebeu isso faz tempo: em várias transportadoras, o lucro vem primeiro e o…
Este site utiliza cookies.