Motorista de ônibus ganha quase R$ 3 mil, mas escala pode pesar no dia a dia

Dirigir um ônibus cheio, cumprir horário e enfrentar o trânsito todos os dias rende um salário-base próximo de R$ 3 mil no Brasil. Levantamento atualizado em julho de 2026 aponta que o motorista de ônibus urbano recebe, em média, R$ 2.940,15 por mês.
O número foi calculado a partir dos registros do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, entre junho de 2025 e maio de 2026. A pesquisa considerou 119.419 movimentações de profissionais contratados pelo regime CLT em várias partes do país.
Para quem trabalha em linhas rodoviárias, o valor ficou um pouco menor. A média nacional foi de R$ 2.879,83 mensais, com base em uma amostra de 90.476 trabalhadores. Na prática, os dois grupos aparecem na mesma faixa salarial, perto de R$ 2,9 mil.
Esses valores representam o salário-base anotado no contrato. Horas extras, adicional noturno, gratificações, benefícios e outros pagamentos não entram na conta. Por isso, o dinheiro recebido no fim do mês pode ser maior, principalmente para quem trabalha à noite, aos domingos ou além da escala.
A carga horária média encontrada foi de 43 horas por semana. Em uma escala de seis dias, isso equivale a aproximadamente 7 horas e 10 minutos por dia. Quando as horas são distribuídas em cinco dias, a média passa para cerca de 8 horas e 36 minutos diários.
A conta serve como referência, já que as empresas podem usar escalas diferentes. Linhas urbanas, viagens rodoviárias, horários de pico e acordos firmados em cada região mudam a forma como o expediente é organizado. O intervalo para refeição também não entra como tempo efetivamente trabalhado.
Pela Lei nº 13.103, o trabalho normal do motorista profissional é de oito horas por dia. O expediente pode ser aumentado em até duas horas extras. Caso exista acordo ou convenção coletiva, a prorrogação pode chegar a quatro horas extraordinárias.
A lei também prevê pelo menos uma hora de intervalo para refeição e 11 horas de descanso dentro de cada período de 24 horas. No transporte rodoviário de passageiros, devem ser observados 30 minutos de descanso a cada quatro horas na direção, com possibilidade de divisão desse período.
O salário muda de acordo com a cidade, a empresa, o tipo de linha e o tempo de experiência. Convenções coletivas locais podem estabelecer pisos acima da média nacional, além de vale-alimentação, participação nos resultados e outros benefícios.
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