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Caminhoneiro

PRF revela o que mais derruba caminhões na Serra do Cafezal

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PRF revela o que mais derruba caminhões na Serra do Cafezal
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Velocidade acima do que a curva permite, freio com defeito, carga solta e motorista no limite do cansaço. Esses foram os pontos citados por um inspetor da Polícia Rodoviária Federal ao falar sobre os tombamentos de caminhões na Serra do Cafezal e na Serra do Azeite, trechos conhecidos da Rodovia Régis Bittencourt.

Durante entrevista ao canal Vida de Estradeiro, o policial afirmou que 1.182 acidentes envolvendo caminhões, caminhões-tratores, reboques e semirreboques foram registrados nas rodovias federais de São Paulo em 2025. Segundo os números apresentados por ele, 22 pessoas morreram e mais de 380 ficaram feridas nessas ocorrências.

A reação tardia ou ineficiente do motorista apareceu como uma das causas mais preocupantes. Na prática, o condutor percebe o perigo, mas o corpo já não responde no tempo necessário. Horas acumuladas ao volante, noites mal dormidas na boleia e semanas longe de casa podem reduzir os reflexos sem que o caminhoneiro note imediatamente.

A Lei 13.103 prevê ao motorista profissional um mínimo de 11 horas de descanso dentro de cada período de 24 horas. A norma também permite que, em uma situação excepcional, o veículo siga apenas pelo tempo necessário para alcançar um ponto seguro, desde que isso não coloque a segurança da rodovia em risco.

O inspetor explicou que essa possibilidade não significa liberar o caminhão para continuar a viagem normalmente. Quando o local da abordagem não oferece segurança, principalmente para veículos carregados com produtos perigosos, a fiscalização pode acompanhar o motorista até um ponto adequado para cumprir a parada.

Nos trechos de serra, a velocidade pesa ainda mais. Um caminhão carregado entra na curva com muita força e pode não conseguir se manter em pé. Se a carga estiver mal amarrada dentro de um semirreboque sider, o material se desloca para um lado e aumenta o risco de tombamento.

Outro problema citado são as “gambiarras” no sistema de freio. Quando uma cuíca apresenta defeito, há motoristas que dobram ou amarram mangueiras para continuar rodando. Na descida, essa adaptação pode reduzir a capacidade de frenagem justamente quando o veículo mais precisa dela.

Durante a conversa, o inspetor afirmou que o motorista precisa ajustar a condução às curvas, aos declives e às limitações do caminhão. Para ele, culpar apenas a serra deixa de lado problemas como velocidade, manutenção, amarração da carga e falta de descanso.

A Régis Bittencourt liga São Paulo a Curitiba e recebe forte movimento de veículos pesados. Segundo a concessionária Arteris, ônibus e caminhões representam cerca de 80% do tráfego da rodovia.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.