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Salário não acompanha as despesas e brasileiros sofrem para fazer as compras do mês

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Salário não acompanha as despesas e brasileiros sofrem para fazer as compras do mês

Fazer as compras do mês virou uma tarefa difícil para parte das famílias brasileiras. Com o orçamento apertado, consumidores precisam pesquisar preços, trocar marcas e até deixar produtos nas prateleiras para conseguir levar o básico para casa.

O problema não está apenas no preço do arroz, feijão ou da carne. Contas de energia, água, aluguel, transporte e medicamentos também pesam no bolso. Quando chega a hora de ir ao supermercado, boa parte do salário já está comprometida.

Para quem recebe um salário mínimo, a situação pode ser ainda mais complicada. Dependendo do tamanho da família e das despesas da casa, o dinheiro disponível não é suficiente para manter a mesma quantidade de alimentos comprada anteriormente.

Produtos como carne bovina, café, leite, frutas e verduras acabam entrando na lista de itens que precisam ser reduzidos ou substituídos quando os preços apertam o orçamento.

Os números ajudam a explicar esse aperto. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica em São Paulo chegou a R$ 922,51 em setembro de 2026, consumindo 61,52% do salário mínimo líquido de um trabalhador.

A pesquisa também mostrou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.750,01, considerando alimentação, moradia, saúde, transporte e outras despesas. O valor é quase cinco vezes o salário mínimo oficial de R$ 1.621.

Os alimentos voltaram a subir em setembro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam aumento de 0,83% no grupo alimentação e bebidas, enquanto a inflação geral ficou em 0,82%. Entre os produtos que mais encareceram estavam tomate, batata e cebola.

Com o dinheiro contado, fazer uma compra grande para abastecer a casa durante o mês inteiro fica mais difícil. A alternativa para quem não consegue pagar tudo de uma vez é comprar aos poucos, aproveitar promoções e deixar para depois aquilo que não cabe no orçamento.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.