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Caminhoneiro

Motorista trabalha quase 3 anos em empresa pública, é demitido e Justiça nega direitos trabalhistas

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Motorista trabalha quase 3 anos em empresa pública, é demitido e Justiça nega direitos trabalhistas

Um motorista que trabalhou por quase três anos na Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), em Mato Grosso, teve o pedido de pagamento de direitos trabalhistas negado pela Justiça após ser demitido. A decisão foi mantida pela 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT).

O trabalhador foi contratado em março de 2022 e dispensado em janeiro de 2025. Após perder o emprego, procurou a Justiça para receber verbas rescisórias e conseguir o reconhecimento do vínculo de trabalho pela CLT.

Durante o processo, foi constatado que o motorista havia sido nomeado para um cargo de confiança, sem passar por concurso público. O problema é que ele exercia atividades operacionais, diferentes das funções de chefia, direção ou assessoramento previstas para esse tipo de contratação.

A desembargadora Adenir Carruesco, responsável pelo julgamento do recurso, considerou que a nomeação para o cargo comissionado foi utilizada para contornar a exigência de concurso público.

Os desembargadores acompanharam a decisão por unanimidade e mantiveram a nulidade do contrato. Com isso, o motorista não conseguiu receber direitos como aviso-prévio e multa de 40% sobre o FGTS.

Pelas regras aplicadas ao caso, o trabalhador mantém apenas o direito ao pagamento pelos serviços prestados e aos depósitos do FGTS referentes ao período trabalhado.

A Justiça também determinou que o Ministério Público do Trabalho (MPT) fosse comunicado para avaliar possíveis irregularidades nas contratações realizadas pela Metamat.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.