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Agronegócio

Frio forte no campo acende alerta para morte de boiadas

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Frio forte no campo acende alerta para morte de boiadas

Gado pode morrer com frio extremo, principalmente quando a queda de temperatura vem junto com chuva, vento forte e muitas horas de exposição no pasto. O problema não aparece só em regiões de neve. No Brasil, estados como Mato Grosso do Sul já registraram mortes de bovinos por hipotermia em frentes frias mais duras.

O ponto principal é que o animal perde calor mais rápido do que consegue produzir. Quando isso acontece por muito tempo, o corpo enfraquece, a respiração cai, o metabolismo fica comprometido e o risco de morte aumenta. Bezerros, vacas magras, animais doentes e rebanhos sem abrigo sofrem mais.

Frio extremo também mexe com a rotina da estrada

Para quem vive do transporte, esse tipo de situação pesa no bolso e na agenda. O caminhoneiro boiadeiro pode enfrentar atraso no carregamento, mudança de rota, espera maior na fazenda e até cancelamento de viagem quando o lote está debilitado. Em dias de frio forte, a pressa vira risco, porque embarcar animal fraco pode aumentar perda durante o trajeto.

A fazenda precisa agir antes da madrugada mais gelada. Levar a boiada para áreas protegidas do vento, evitar lugares perto de água, reforçar comida e acompanhar os mais sensíveis faz diferença. O caminhão também entra nessa conta, já que o transporte precisa ser feito com cuidado, sem lotação exagerada e com atenção ao estado dos animais antes da saída.

O frio não mata só pela temperatura no termômetro. O conjunto é que pesa. Um bovino seco, bem alimentado e protegido aguenta bem mais. Já um animal molhado, cansado, com pouco alimento e exposto ao vento pode entrar em hipotermia mesmo sem uma temperatura tão extrema.

Para o produtor, a perda é direta. Para o motorista, sobra espera, remarcação e viagem mais tensa. Para frigoríficos e compradores, o reflexo aparece na escala, no recebimento e na qualidade do lote. Por isso, quando a previsão aponta queda brusca, o cuidado começa antes do caminhão encostar na porteira.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.