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Agronegócio

Profissão que marcou o campo perde lugar para máquinas nas lavouras de cana

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Profissão que marcou o campo perde lugar para máquinas nas lavouras de cana

O agronegócio ainda emprega muita gente no Brasil, mas a forma de trabalhar mudou bastante. Hoje, a fazenda não depende só de força no braço. Tem máquina guiada por GPS, colheitadeira moderna, sensor, drone, sistema no computador e até ordenha automatizada em algumas propriedades.

Essa mudança ajudou a aumentar a produção e deixou várias tarefas menos pesadas. Ao mesmo tempo, tirou espaço de funções antigas, principalmente aquelas feitas debaixo de sol forte, com esforço repetido e pouco apoio de equipamento.

Um dos exemplos mais claros é o cortador manual de cana em larga escala. Esse serviço não desapareceu totalmente em todos os cantos do país, mas perdeu muito espaço onde a colheita mecanizada avançou. Antes, grupos grandes entravam no canavial para cortar, juntar e preparar a carga. Agora, em muitas áreas, a máquina corta, limpa e joga a cana direto para o transporte.

A máquina mudou o campo e também a estrada

Para quem roda com caminhão, essa mudança também aparece na rotina. A carga continua saindo da fazenda, mas o ritmo ficou mais puxado e mais controlado. A colheita mecanizada trabalha rápido, exige janela certa, estrada liberada e caminhão no ponto certo para não travar a operação.

O motorista que busca cana, grãos, leite, ração ou insumos sente isso. Tem fila em usina, espera em armazém, pressão por horário e prejuízo quando a estrada ruim atrasa a viagem. A tecnologia melhora a produção, mas não acaba com o aperto de quem está no volante.

Ao mesmo tempo, novas vagas foram ganhando força. Operador de máquina agrícola, técnico em manutenção, analista de dados, mecânico de colheitadeira, piloto de drone e profissional de logística rural passaram a ter mais procura. O serviço pesado diminuiu em algumas áreas, mas cresceu a cobrança por estudo, curso e prática com equipamento moderno.

O campo não ficou sem gente. Ele ficou mais exigente. A mão de obra que antes entrava só com disposição física agora precisa entender painel, regulagem, manutenção e segurança. Para o transporte, a mudança também é grande, porque a fazenda produz mais rápido e precisa escoar sem perder tempo.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.