Gari de Botucatu volta ao serviço com caminhão de lixo após demissão por fingir escolta

Vitor Henrique Celestino, gari na cidade de Botucatu, interior de São Paulo, retomou suas atividades normais de coleta urbana. O profissional havia sido desligado da empresa terceirizada responsável pelo serviço após um vídeo gravado por um morador mostrar o funcionário simulando uma escolta com um objeto nas mãos durante a rota de coleta. A gravação circulou rapidamente nas redes sociais, alcançando um grande número de visualizações em pouco tempo e gerando debates sobre os limites da conduta no ambiente de trabalho.
A gestão da corporação interpretou a cena como uma quebra de protocolo interno e de segurança operacional, justificando o corte do vínculo empregatício. A direção alegou que a conduta fugia às normas estabelecidas para a operação dos veículos de limpeza pública e que a imagem da empresa poderia ser afetada negativamente.
A medida gerou um movimento imediato de apoio nas redes. Colegas de trabalho e moradores da região destacaram o histórico positivo do profissional, pai de cinco filhos, sem ocorrências disciplinares anteriores. O sindicato da categoria entrou em contato com a direção da empresa para negociar a reversão do quadro, argumentando que a punição foi desproporcional ao ato realizado e que o funcionário não representava risco à segurança da equipe ou da população.
Diante do volume de manifestações e da mediação sindical, a companhia revisou a avaliação interna. A direção optou por desfazer a demissão, garantindo a volta imediata do funcionário ao seu posto. A data da recontratação coincidiu com as comemorações do Dia do Gari, reforçando o retorno às atividades de limpeza urbana com o veículo de coleta. O veículo de coleta de resíduos é um equipamento pesado que exige atenção redobrada da equipe durante o trajeto, e a simulação registrada no vídeo ocorreu enquanto o caminhão realizava paradas programadas para recolhimento de materiais.
A terceirizada mantém contratos com a prefeitura municipal para garantir a continuidade do serviço, e a permanência do funcionário no quadro foi confirmada após reuniões entre representantes dos trabalhadores e a administração da empresa. O profissional assumiu novamente a rota de trabalho, mantendo a operação regular do serviço público na cidade e seguindo as diretrizes padrão da companhia.
Comentários
0