Pular para o conteudo
Agronegócio

Trabalhadores deixam Bahia e Minas por salário de R$ 10 mil e acabam resgatados após trabalho escravo.

2 minutos de leitura
Trabalhadores-na-roça
Publicidade

Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho resgatou 55 pessoas encontradas em condições análogas à escravidão em Cezarina, no interior de Goiás. Entre os trabalhadores havia nove mulheres.

O grupo saiu da Bahia e de Minas Gerais após receber a promessa de ganhos mensais entre R$ 6 mil e R$ 10 mil. O serviço era a retirada de palhas de milho usadas na produção de cigarros.

Os trabalhadores permaneceram cerca de 50 dias à disposição do empregador, mas teriam trabalhado apenas dez. Nos períodos sem atividade, a previsão era receber somente um valor proporcional ao salário mínimo. Os pagamentos, que deveriam ocorrer a cada 15 dias, também estavam atrasados.

Durante a fiscalização, as equipes encontraram frentes de trabalho sem local adequado para as refeições e sem fornecimento de água potável. O grupo inicialmente levado para a propriedade tinha aproximadamente 150 pessoas, mas parte delas deixou o local por conta própria, mesmo sem receber os valores devidos.

Os 55 trabalhadores que permaneceram queriam retornar para casa, porém não tinham dinheiro para a viagem. Como o empregador não pagou as despesas, o Ministério do Trabalho comprou as passagens para Bahia e Minas Gerais.

O responsável será autuado pelas irregularidades encontradas. A Polícia Federal também será comunicada para investigar possíveis crimes de aliciamento, tráfico de pessoas e submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão

Publicidade

Comentários

0

    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.