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Banco do motorista fica vazio e empresas de ônibus enfrentam falta de profissionais

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Banco do motorista fica vazio e empresas de ônibus enfrentam falta de profissionais
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O banco do motorista de ônibus começa a ficar vazio em muitas empresas de ônibus do Brasil. Há vagas abertas, treinamentos e tentativas de contratar novos profissionais, mas o número de interessados não acompanha a necessidade do setor.

No transporte rodoviário interestadual, a falta de mão de obra já chegou a cerca de 30%. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) mostram que pouco mais de 60 mil motoristas estão em atividade, enquanto seriam necessários quase 86 mil para atender à demanda.

A profissão, que durante décadas foi vista como uma oportunidade de emprego estável, perdeu espaço entre os mais jovens. Grande parte dos atuais motoristas rodoviários está na faixa dos 40 aos 50 anos. Para preencher as escalas, algumas empresas tentam manter aposentados na ativa, uma saída que ajuda por enquanto, mas não garante a renovação da categoria.

A rotina pesa nessa escolha. Quem trabalha em linhas interestaduais passa noites fora de casa, dirige por longos trechos e carrega a responsabilidade de transportar dezenas de passageiros. Nos ônibus urbanos, o profissional encara congestionamentos, horários apertados, veículos lotados e reclamações por atrasos que muitas vezes foram causados pelo próprio trânsito.

A pressão não para quando o ônibus chega ao ponto. O motorista precisa prestar atenção em motos, carros, pedestres, ciclistas e passageiros circulando dentro do veículo. Em determinadas linhas, também orienta usuários, acompanha o embarque de idosos e pessoas com deficiência e tenta lidar com discussões durante a viagem.

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) afirma que mais da metade das operadoras enfrenta dificuldade para contratar motoristas. Com equipes menores, cresce o risco de escalas apertadas, uso frequente de horas extras e dificuldade para colocar mais ônibus nas ruas.

O salário e os benefícios variam conforme a cidade, a empresa e o tipo de linha. Para parte dos trabalhadores, porém, a remuneração não compensa o desgaste, a cobrança e a falta de tempo com a família. Aplicativos de transporte, entregas e outras atividades com horários mais flexíveis acabam atraindo candidatos que antes poderiam procurar emprego nas viações.

Enquanto poucos jovens entram, profissionais experientes deixam o volante por aposentadoria, problemas de saúde ou cansaço. A vaga continua anunciada, mas o banco permanece vazio. Para quem depende do ônibus, essa falta pode aparecer em intervalos maiores, linhas com menos viagens e veículos mais cheios.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.