Pular para o conteudo
Noticias

Cesta básica chega a R$ 900 e mostra o aperto na compra do mês

2 minutos de leitura
Cesta básica chega a R$ 900 e mostra o aperto na compra do mês
Publicidade

Fazer a compra do mês continua pesando no bolso de quem recebe pouco. Em São Paulo, a cesta básica custou R$ 900,59 em agosto de 2026, o maior valor entre as capitais pesquisadas pelo Dieese e pela Conab. Esse gasto consumiu 60,06% do salário mínimo líquido, considerado após o desconto da Previdência.

O levantamento, divulgado em 10 de setembro, também registrou um alívio: a cesta ficou mais barata em 25 das 27 capitais na comparação com julho. Mas a queda de um mês não apagou os aumentos anteriores. No acumulado de 2026, todas as capitais tiveram alta. Os dados estão na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

É essa diferença que ajuda a explicar por que o consumidor pode ouvir falar em redução de preços e continuar achando tudo caro. Um produto que passa de R$ 10 para R$ 15 e depois cai para R$ 14 ficou mais barato na última comparação. Ainda custa, porém, 40% acima do preço inicial. O desconto existe, mas não devolve o valor antigo à prateleira.

Para quem ganha um salário mínimo, o espaço para outras despesas fica pequeno. Usando o valor líquido considerado na pesquisa, de aproximadamente R$ 1.499,42, a compra da cesta paulistana deixaria cerca de R$ 598,83. Desse dinheiro ainda precisariam sair os demais gastos do trabalhador.

E cesta básica não é sinônimo de carrinho completo. A pesquisa acompanha uma relação de alimentos para um adulto. Produtos de limpeza, sabonete, papel higiênico e outras despesas que também aparecem na nota do supermercado ficam fora dessa conta. Numa casa com mais moradores, a necessidade de alimentos também muda.

O comportamento dos preços varia entre os produtos. Em agosto, arroz e leite ficaram mais caros em 23 capitais, enquanto o café caiu em 23. O feijão recuou em 20 cidades. As diferenças aparecem no relatório do Dieese e da Conab.

Por isso, o resultado da compra depende do que cada família coloca no carrinho. Uma casa que consome mais leite pode sentir menos alívio do que outra que encontrou redução nos alimentos comprados em maior quantidade. O preço médio da pesquisa não representa exatamente a conta de todos os consumidores.

Até comparar ofertas exige atenção à embalagem. Um pacote mais barato pode trazer menos produto. Para saber se houve economia, a comparação precisa considerar o preço por quilo, litro ou unidade, e não apenas o valor maior anunciado na etiqueta.

Publicidade
Conversa

Comentários

0

Deixe seu comentário

Compartilhe sua opinião e participe da conversa.

Seja respeitoso e direto.0/3000

Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a participar da conversa.
Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.