Dinheiro do FGTS está ajudando empresas de ônibus a comprar frota nova

Empresas que operam linhas de ônibus no Brasil estão conseguindo financiamento para comprar veículos novos usando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O dinheiro não sai diretamente da conta individual de cada trabalhador. Parte dos recursos administrados pelo fundo pode ser aplicada em programas de infraestrutura, incluindo transporte público. Um deles é o Pró-Transporte, que possui uma linha específica para renovação de frota.
Por meio do Refrota, empresas concessionárias e permissionárias podem apresentar projetos para financiar ônibus novos destinados ao transporte coletivo. O programa também está ligado ao Novo PAC e prioriza veículos mais modernos, incluindo ônibus com padrão Euro 6 e modelos elétricos.
Na prática, operações milionárias já foram autorizadas. Em 2025, por exemplo, a Viação Transdutra, que atende municípios de São Paulo, teve uma proposta de R$ 39,9 milhões selecionada para aquisição de ônibus. A Viação do Sul, no Paraná, apareceu com financiamento de cerca de R$ 6,4 milhões. Os recursos previstos nas operações são do FGTS.
O movimento continuou em 2026. Uma proposta da Viação Ideal, do Rio de Janeiro, foi selecionada com financiamento de R$ 20,045 milhões. Já a Viação Serrana, que atende cidades do Espírito Santo, teve uma proposta de R$ 16,15 milhões selecionada para aquisição de ônibus urbanos.
Para conseguir o dinheiro, a empresa precisa passar pelo processo de seleção e pela análise do agente financeiro. Não se trata de saque gratuito do FGTS: é uma operação de crédito que deverá ser paga pela empresa conforme as condições do financiamento.
A possibilidade de utilizar o fundo nesse tipo de operação existe porque o FGTS também funciona como fonte de recursos para habitação, saneamento e infraestrutura urbana. No transporte público, o objetivo declarado é financiar a modernização das frotas e a compra de ônibus menos poluentes.
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