Brasileiros começam a filmar preços no mercado de olho em possível governo Flávio Bolsonaro
Nas redes sociais, brasileiros começaram a fazer uma espécie de arquivo dos preços encontrados nos supermercados. Celular na mão, alguns consumidores filmam arroz, óleo, feijão, carne, café e outros produtos básicos para deixar registrado quanto cada item custa antes da eleição.
A ideia é simples: guardar as imagens e conferir os valores novamente nos próximos anos caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa pela Presidência. Ele enfrenta Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026, confronto confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O movimento não surgiu do nada. Em julho, Flávio Bolsonaro publicou vídeos sobre o custo das compras e chegou a pedir para seus seguidores entrarem nos mercados e filmarem os preços. Entre os produtos citados pelo candidato estavam arroz, feijão, farinha, carne, queijo, ovos e fraldas.
Desde então, as gôndolas entraram de vez na campanha eleitoral. Apoiadores de Flávio passaram a publicar vídeos mostrando produtos considerados caros, enquanto apoiadores de Lula responderam com outras gravações e comparações de preços. A disputa ganhou milhões de visualizações nas redes sociais.
Agora, parte dos consumidores está fazendo o caminho inverso: em vez de buscar apenas preços antigos, está registrando quanto paga atualmente. Notas fiscais também podem servir como referência, já que mostram data, estabelecimento, produto e valor pago.
A comparação, porém, precisa levar em conta detalhes. Um pacote de arroz pode mudar bastante de preço conforme marca, peso, cidade, supermercado ou promoção. O mesmo acontece com óleo, carne e café. Para saber se determinado produto realmente ficou mais caro ou barato, o ideal é comparar itens semelhantes e também observar os índices oficiais de inflação.
O preço da comida virou um dos assuntos mais explorados na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Com os vídeos sendo guardados agora, as próprias imagens publicadas durante a eleição poderão voltar às redes no futuro para mostrar quanto determinados produtos custavam em 2026.
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