PRF alerta caminhoneiros sobre golpe do falso adesivo de frota
Criminosos se passam por agentes da instituição, ameaçam aplicar multas e tentam cobrar motoristas por supostos adesivos obrigatórios
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu um alerta para caminhoneiros, transportadores e responsáveis por frotas sobre um golpe envolvendo a venda de falsos adesivos de identificação. Segundo a corporação, criminosos estão usando o nome da instituição para tentar convencer motoristas a pagar por materiais que não são exigidos pela PRF.
Na abordagem, os golpistas se apresentam como agentes ou representantes ligados à Polícia Rodoviária Federal. Para pressionar as vítimas, eles afirmam que o caminhão pode ser multado ou até retido caso o motorista não compre o suposto adesivo de identificação de frota.
A PRF reforça que não vende adesivos, selos ou qualquer tipo de serviço dessa natureza. A instituição também informa que não solicita pagamentos por Pix, dinheiro, transferência bancária ou qualquer outro meio para evitar multa ou liberação de veículo.
Nenhuma empresa está autorizada a realizar cobranças em nome da PRF. Por isso, qualquer pedido de pagamento relacionado a adesivos, selos ou taxas supostamente obrigatórias deve ser tratado como suspeito.
Abordagem pode ocorrer por mensagens ou pessoalmente
De acordo com o alerta, os criminosos podem tentar contato de diferentes formas, inclusive por aplicativos de mensagem, como WhatsApp. A estratégia costuma envolver pressão e urgência, para fazer com que o motorista pague rapidamente, sem verificar a informação pelos canais oficiais.
Esse tipo de golpe mira principalmente profissionais que dependem do caminhão para trabalhar e que podem ficar receosos diante de ameaças de multa, bloqueio de viagem ou retenção do veículo.
A orientação é não ceder à pressão. Antes de realizar qualquer pagamento ou fornecer dados, o motorista deve confirmar a informação diretamente com a PRF ou com o responsável pela gestão da frota.
Como se proteger do golpe
A PRF orienta que caminhoneiros e transportadores não façam pagamentos, não repassem dados pessoais ou bancários e não comprem produtos oferecidos em nome da instituição. Caso recebam esse tipo de abordagem, os motoristas devem comunicar imediatamente o gestor da frota ou a empresa responsável pelo transporte.
Também é importante desconfiar de mensagens com tom ameaçador, cobranças por Pix e promessas de evitar multa mediante pagamento. A PRF não utiliza esse tipo de procedimento.
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