Transportadoras ainda não criaram plano de emergência para conter a falta de motoristas

A dificuldade para encontrar motoristas profissionais continua crescendo no transporte. Enquanto várias transportadoras reclamam da escassez de profissionais, caminhoneiros afirmam que poucas empresas fizeram mudanças para tornar a profissão mais atrativa.
Boa parte dos motoristas mais jovens prefere buscar renda em aplicativos, entregas urbanas ou pequenos negócios próprios. Muitos enxergam o transporte pesado como uma profissão desgastante e com pouca valorização.
Motoristas antigos afirmam que o problema não está apenas na falta de profissionais interessados. O setor enfrenta reclamações envolvendo salário, rotina cansativa, tempo longe da família e estrutura ruim nas estradas.
Salário baixo afasta novos profissionais
Entre as maiores reclamações dos caminhoneiros está o valor pago pelas empresas. Muitos profissionais dizem que a responsabilidade aumentou muito, mas os ganhos continuam abaixo do esperado.
Além da direção, o motorista precisa lidar com carga e descarga, pressão por horário, trânsito pesado, risco de roubo e problemas nas rodovias.
Para muitos caminhoneiros, o valor recebido já não compensa o desgaste físico e mental da profissão.
Escolinhas praticamente desapareceram
Outro ponto bastante comentado é a falta de investimento em formação de novos motoristas.
Antigamente, várias empresas davam oportunidade para ajudantes aprenderem o serviço no dia a dia. Hoje, muitas transportadoras exigem experiência pronta, mas quase não investem em treinamento.
Com isso, a renovação de profissionais ficou cada vez menor.
Descanso e folgas também entram na discussão
A rotina pesada nas estradas virou outro motivo para afastar novos motoristas. Muitos passam dias ou semanas longe de casa e reclamam da dificuldade para descansar.
Entre os pedidos mais citados pelos profissionais estão:
- Melhorar salários
- Criar escolinhas de formação
- Aumentar o período de folga
- Melhorar pontos de parada
- Dar mais segurança nas estradas
- Permitir acompanhantes em algumas viagens
- Oferecer caminhões mais confortáveis
Caminhoneiros mais velhos seguem segurando o setor
Em muitos pátios pelo Brasil, motoristas com mais de 50 ou 60 anos continuam ativos no trecho. Enquanto isso, a entrada de jovens na profissão segue baixa.
Sem mudanças nas condições oferecidas pelas empresas, o transporte rodoviário pode enfrentar uma dificuldade ainda maior para encontrar profissionais disponíveis para o setor.




