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Caminhoneiro

Falta de união entre caminhoneiros pode estar enfraquecendo a luta por fretes melhores

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Falta de união entre caminhoneiros pode estar enfraquecendo a luta por fretes melhores

A falta de união entre os caminhoneiros pode estar contribuindo para as dificuldades enfrentadas pela categoria no Brasil. Enquanto parte dos profissionais cobra melhores condições de trabalho e fretes mais justos, outros acabam aceitando propostas com valores apertados para não deixar o caminhão parado.

O problema aparece principalmente entre os autônomos, que precisam disputar cargas para manter as contas em dia. Quando um motorista recusa determinado frete por considerar o pagamento insuficiente, pode encontrar outro disposto a realizar o mesmo transporte por um valor menor, embora a legislação estabeleça um piso mínimo obrigatório para determinadas operações.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) reconheceu, em março de 2026, que uma das maiores dificuldades da categoria é conseguir repassar os aumentos do diesel para o preço do frete. A entidade também apontou problemas no cumprimento da legislação que protege a remuneração dos profissionais.

A divisão também aparece nas discussões sobre paralisações. Enquanto alguns caminhoneiros defendem manifestações para pressionar o governo e as empresas, outros preferem continuar trabalhando, seja por discordarem do movimento ou porque dependem da renda diária para pagar financiamento, combustível e despesas da família.

Em março de 2026, uma negociação entre representantes dos caminhoneiros, governo federal e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) terminou com novas medidas de fiscalização do piso mínimo e evitou uma paralisação nacional. O episódio mostrou que a negociação organizada também pode produzir resultados para a categoria.

A situação ganhou outro capítulo em agosto, quando foi sancionada a Lei nº 15.485/2026, que ampliou os mecanismos de fiscalização do frete mínimo. A legislação prevê medidas para impedir o registro de operações com valores inferiores ao permitido.

Apesar das mudanças, o caminhoneiro continua enfrentando despesas com diesel, pneus, manutenção e pedágios. Sem uma representação capaz de reunir as diferentes reivindicações da categoria, a cobrança por melhores condições pode perder força, principalmente entre os profissionais que trabalham por conta própria.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.